O Museu da Misericórdia realizou nesta quarta, 17, a vernissage da exposição “Poéticas Concretas Soteropaulistanas”, em noite cultural para convidados, por onde circularam figuras de destaque da cultura e da sociedade baiana.Mostrar as diferentes interpretações da escultura figurativa e a convergência entre elas. Este é o conceito da exposição “Poéticas Concretas Soteropaulistanas”, que fica em cartaz de 18 de julho a 18 de agosto, no Museu da Misericórdia, da Santa Casa da Bahia. Com curadoria do arquiteto e artista plástico Luiz Humberto Carvalho, a mostra reúne 40 esculturas assinadas por Newton Santana, Olívia de Martinez, Ilka Lemos e Ciça Callegari.
Cada artista assina 10 obras da exposição. Os quatro escultores, nascidos nas cidades de Salvador e São Paulo, frequentam o mesmo ateliê na capital paulista. “São poéticas distintas com muito em comum. A arte compartilhada no mesmo espaço e sua diversidade só agregam mais valor às esculturas criadas”, afirma o curador Luiz Humberto Carvalho. Ferro, barro, resina e cerâmica são matérias primas utilizadas nas obras.
Newton trabalha com a expressividade das formas femininas. Olívia mexe com as sensações de inquietude e questionamentos sobre liberdade através de esculturas de animais aprisionados. Ilka traduz saudades ou verdades ocultas esculpindo as entranhas de corpos crucificados e Ciça se revela em expressões humanas caricatas.O Museu da Misericórdia funciona de terça a sexta-feira, das 8h30 às 17h30, aos sábados, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 12h às 17h. O ingresso custa R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).
Os artistas
Olívia de Martinez – Soteropolitana, mudou-se para São Paulo em 1992. Possui vivências em artes plásticas, arte-educação e escultura do corpo humano com modelo vivo. Já passou pelo ateliê do escultor holandês Antonius Van der Wiel e pelo ateliê de Newton Santana. A artista mostra sensação de inquietude provocada por animais presos.
Ilka Lemos – Nascida em Araçatuba (SP), mudou-se para a capital paulista em 2001. É pintora, escultora, ceramista, fotógrafa e videoartista. Acredita no barro como matéria viva e um meio para fazer poesia não feita de palavras mas de imagens.
Ciça Callegari – Nascida em São Paulo, formou-se em Jornalismo e já atuou como repórter cinematográfica, editora de imagens e cinegrafista. Tem vivências com trabalhos em cerâmica, tendo frequentado diferentes ateliês em São Paulo e Rio de Janeiro. A partir de 2010, sua expressão artística tomou corpo e forma com a criação de esculturas figurativas de personagens imaginários.
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