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sexta-feira, 18 de abril de 2008

ARTES PLÁSTICAS


Eckenberger expõe no Palacete das Artes Rodin Bahia

Foi aberta ontem á noite ao público a mostra Eckenberger Obras 1965 – 2008, permanecendo no Palacete até 1° de junho. A curadoria desta exposição está sob o comando de Dimitri Ganzelevitch, que além de amigo do expositor, é um conhecedor profundo das possibilidades estéticas do artista.

Ganzelevitch é marchand e ativista cultural, nascido em Rabat (1936), Marrocos, onde viveu até os 17 anos. Chegou à Bahia, Salvador, em 1975, criando no bairro do Pelourinho, uma galeria, que desde sempre expôs nomes como Mário Cravo Jr., Juarez Paraíso, Carybé, Rescala, entre outros. Um outro cidadão do mundo que escolheu o povo baiano e sua terra como pouso e descanso. Atualmente, mora em um casarão no Santo Antonio além do Carmo, considerado pelo Ministério da Cultura como uma Casa-Museu que presta serviços culturais à Bahia e ao Brasil.

Segundo especialistas e apreciadores da obra em questão, ela se apresenta transgressora e plena de ironia, causando estranhamento e redimensionando o olhar do espectador para outras perspectivas além das nossas óbvias apreensões da realidade. A exposição contará com 450 peças, divididas em várias linguagens artísticas, entre elas: pinturas, gravuras, esculturas em tecido, desenhos livres, cerâmicas, que historiam a trajetória artística de Eckenberger e o demarcam como um artista compulsivo, um verdadeiro operário da arte.

Reinaldo Eckenberger nasceu na Argentina, viveu em outros países na Europa, mas se considera um latino-americano radicado na Cidade da Bahia, desde 1965, dizendo que “só uma cidade barroca como Salvador poderia melhor abrigar o barroquismo de minha arte”.

Nasceu em 1938, em Buenos Aires. Estudou Arquitetura, optando depois pelas Artes Plásticas. Freqüentou durante dois anos a Escola Superior de Belas Artes (Argentina). Fez Curso de Cenografia no Teatro Colon, Buenos Aires / Argentina. E desde 1965 derrama a sua verve criativa por entre os baianos, conquistando o Brasil e o mundo com os sentimentos que sua obra desperta.

Para o artista plástico Almandrade “o trabalho de Eckenberger desenvolve-se dentro de uma proposta artística nos limites do expressionismo, ironizando instantes do destino humano”. Ainda assim, seu trabalho apesar de inscrito na escola expressionista, não se reduz a esse âmbito e isso o qualifica, sobre muitos aspectos, como uma obra inclassificável em relação a uma filiação estética exclusiva.

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