O Museu de Arte da Bahia, com o patrocínio da Odebrecht, abriu ontem á noite uma mega exposição de Calazans Neto, fazendo uma retrospectiva da sua obra, produzida nos últimos cinquenta anos de sua vida.
Calazans Neto, ou mestre Calá, como era conhecido entre os amigos, era um artista múltiplo: pintor, gravador, ilustrador, editor, cenógrafo, deixou uma vastíssima obra, e para a concretização desta mostra, foi desenvolvida uma pesquisa exaustiva nos arquivos documentais do artista, além do levantamento de obras suas, espalhadas pela cidade, em poder de diversos colecionadores e instituições.
Ocupando diversos espaços do MAB, ali estão expostas cerca de 250 obras, mostrando os aspectos mais significativos e os seus temas preferidos, tratados em diferentes técnicas da gravura e da pintura, além da obra gráfica, representada nos belos álbuns ilustrados com xilogravuras, e nas ilustrações dos livros de renomados escritores, entre os quais seu amigo-irmão, Jorge Amado, que dizia, que a alegria de viver de Calá era uma lição de vida.
Sylvia Athayde, a competente diretora do MAB, e curadora da exposição, está de parabéns, não poupou esforços nem sacrifícios, e colheu os louros, conseguindo montar uma exposição grandiosa, elogiada por todos. Aliás, todos mesmo, porque Salvador inteira marcou presença, e a festa, caprichada, só acabou tarde da noite.
Por lá passaram, entre as muitas personalidades, a primeira dama, Fátima, e o Secretário da Cultura?, Márcio Meirelles - que é isso secretário? Está querendo acabar com as instituições de cultura da Bahia???
A exposição ficará em cartaz até 16 de Dezembro, e vale uma nova visita mais detalhada, por parte, dos que foram ontem, e daqueles que não foram, porque a mostra está imperdível.
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